sexta-feira, 12 de outubro de 2018

ORAÇÃO

Grande Deus e Senhor da minha alma,
quando problemas se apresentam, eu recorro a esta oração,
confiando no nome de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Preciso ser envolvido no poder de Teu Espírito Santo,
e que toda graça do céu venha ao encontro de minha vida.
Seja esmagado o império do mal, seja destruída toda obra do
Maligno,
afastada toda perturbação e repreendida a feitiçaria.
Saia toda inveja, afaste-se de mim a maldade, meu corpo seja
curado,
e que haja sobre mim a bênção da prosperidade,
progresso em meu trabalho, bonança em meu lar,
vitória para meu viver e mais fé para vencer.
Com Deus, vencerei!
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Amém.
MANZOTTI, Reginaldo. Combate espiritual: no dia a dia. 1. ed. - Rio de Janeiro: Petra, 2018. p. 86-87.

domingo, 7 de outubro de 2018

Por que os resultados do Saeb estão sendo questionados

Metodologia do Inep e critérios do MEC causaram debate entre professores, especialistas e governantes
POR:
Paula Peres
13 de Setembro de 2018
Alunos do Ensino Fundamental em sala de aula Foto: Tomaz Sulva/Agência Brasil
Os resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) de 2017 foram divulgados no final do mês de agosto de 2018. Assim que se tornaram públicos, eles começaram a gerar polêmica. Especialistas, professores e até governantes estranharam dois fatores: a considerável diferença negativa na porcentagem de estudantes que teriam aprendido o que se considera adequado em relação a 2015, e a ausência das escolas de Ensino Médio Integrado para o cálculo das notas dos estados.

O Saeb avalia os níveis de proficiência em Língua Portuguesa e Matemática dos estudantes brasileiros dos 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e do 3º ano do Ensino Médio. Esses níveis podem ir de 0 a 10, com algumas variações, de acordo com o ano e a disciplina avaliados. Além de podermos ver quantos estudantes se encaixam em cada nível de cada disciplina de cada turma, o Saeb também apresenta estatísticas detalhadas de redes públicas, privadas, escolas rurais e urbanas, e entrega esses resultados para os estados, cada município e cada escola.

O exame ajuda a compor a nota do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), mas não é seu único fator: o índice também leva em conta a taxa de aprovação dos alunos da escola ou rede. Ou seja: se uma escola tem alto nível de proficiência entre os alunos que realizaram a prova, mas também registra altas taxas de reprovação, seu índice vai ser rebaixado. O mesmo vale para o oposto: uma escola que aprova todos os alunos, mas não garante que eles aprendam o que o Saeb avalia também pode ter sua nota prejudicada.

Os números do Brasil

5º ano do Ensino Fundamental
A proficiência média nacional em Matemática foi de 224 pontos, equivalente ao nível 4 de proficiência, no qual o estudante reconhece retângulos em meio a outros quadriláteros e o maior valor em uma tabela cujos dados possuem até oito ordens, por exemplo.

Em Língua Portuguesa, a proficiência média nacional é de 215 pontos. Esta pontuação equivale ao nível 4 de proficiência, no qual o estudante consegue identificar o efeito de humor em piadas e assuntos comuns a duas reportagens, entre outras habilidades.

9º ano do Ensino Fundamental
A proficiência média nacional em Língua Portuguesa foi de 258 pontos e 15 estados ficaram abaixo desta média. Na disciplina Matemática, a proficiência média nacional foi de 258 pontos e novamente 15 estados ficaram com pontuação abaixo desta média.

Ensino Médio
O Ensino Médio teve uma proficiência média nacional em Língua Portuguesa de 268 pontos. Em Matemática, a proficiência média nacional foi de 270 pontos. Nas duas disciplinas, Pernambuco é o estado que apresenta menor diferença de aprendizagem entre estudantes de nível socioeconômico mais baixo e mais alto, e o Distrito Federal tem a maior diferença de aprendizagem.

LEIA MAIS Saeb: diferença entre estados chega a 50 pontos em Matemática

Veja, a seguir, os dois principais problemas apontados por especialistas e governantes sobre os resultados do Saeb:

Novos critérios de proficiência, que até então não existiam oficialmente, pioraram os resultados das redes de ensino

Quem está acostumado a receber os resultados do Saeb teve uma surpresa na divulgação deste ano: junto com o nível de proficiência médio, havia uma classificação em três grupos de níveis: Insuficiente, Básico e Adequado.

Essa classificação, além de ser uma novidade, difere da classificação extra-oficial criada pelo Todos pela Educação e utilizada até então por especialistas e algumas redes de ensino. “Desde a gestão do Reynaldo Fernandes, que foi quem criou o Ideb em 2007, nunca se teve uma classificação do que seria aprendizado adequado”, lembra Ernesto Faria, diretor executivo do Instituto Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede).

Ele conta que, quando as metas do Ideb foram estabelecidas, o Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) tentou compatibilizar com o exame do Pisa, elaborado pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). “Na visão deles, era impossível chegar a um consenso dentro do Inep sobre o que seria um aprendizado adequado”, diz Ernesto.

Aberta essa lacuna, a organização Todos pela Educação assumiu para si a responsabilidade de criar esses parâmetros de qualidade. Reunindo especialistas, eles criaram metas para 2021 que utilizavam a escala do próprio Saeb para classificar o que seria aprendizado adequado:

5º ano: 200 pontos em Português (equivalente ao nível 4) e 225 pontos em Matemática (equivalente ao nível 5)

9º ano: 275 pontos em Português e 300 pontos em Matemática (também equivalentes aos níveis 4 e 5, respectivamente)

3º ano do Ensino Médio: 300 pontos em Português (nível 4) e 350 pontos em Matemática (nível 6).

O professor e membro do Conselho Nacional de Educação José Francisco Soares, em artigo publicado na rede de jornalistas de Educação (JEDUCA) e republicado em Nova Escola, explica que foi medido o aumento necessário nos valores obtidos pelos estudantes brasileiros no Pisa para que as notas tivessem a mesma distribuição que a média da OCDE, e escolheu-se o ponto de 70% para definir o ponto de corte do nível adequado, definindo-se quatro níveis de classificação: abaixo do básico, básico, adequado e avançado.

LEIA MAIS Qual desempenho é adequado nos testes da Prova Brasil?

Este ano, o MEC decidiu criar uma nova classificação que ignora o trabalho feito até então – e usado como parâmetro para algumas avaliações de redes de ensino estaduais. “O que chamou a atenção é que não só não é uma escala parecida com a que já existia, mas é muito diferente, e muito mais exigente”, critica Ernesto. “O que o MEC considera adequado para o 5º ano é exatamente o valor considerado adequado apenas para o 9º ano na classificação do Todos pela Educação. É uma discrepância”.

Dessa maneira, redes consideradas exemplares por conta de suas notas, ao serem classificadas de acordo com os novos critérios, têm desempenhos baixos. “Por exemplo, a cidade de Sobral, que era considerada exemplo nacional, passou a ter apenas 13,4% dos alunos com aprendizado adequado em Língua Portuguesa, ao invés de 79,8 % em 2015”, cita o artigo de José Francisco Soares.

Ernesto considera que a classificação até poderia ser revista, inclusive com base em Sobral, em que seus estudantes de 5º ano atingem os níveis considerados adequados com facilidade. “Se todo mundo atinge o nível avançado, então não é um nível avançado”, explica. “Mas esticaram de uma forma muito grande, principalmente para o 9º ano e o 3º Ensino Médio. Subir 75 pontos para essas turmas não faz sentido”.

Alvo de críticas por especialistas, o Inep afirmou, por meio de sua assessoria, que nunca mudou sua metodologia para definir os níveis de proficiência, e que a classificação de aprendizado adequado foi uma sugestão do MEC. Em nota oficial, o Inep esclarece que a decisão de utilizar os níveis Insuficiente, Básico e Adequado foi tomada “por um grupo de especialistas, que pela primeira vez fez uma readequação na escala, considerando padrões de aprendizagem e o uso pedagógico dos dados quando de sua divulgação”.

O MEC adota a mesma linha de argumentação: “O MEC fez um alinhamento para leitura dos níveis da escala de proficiência do Inep, sem alterá-la, visando uma análise pedagógica para dar visibilidade maior a aprendizagem com níveis de exigência mais elevados. Não se pode aceitar que um aluno saia do 5º ano do Ensino Fundamental sem que se considere adequado que ele saiba resolver problemas das quatro operações matemáticas (soma, subtração, multiplicação e divisão). O MEC acredita que isso é o mínimo que se espera para não correr o risco de fracasso no 6º ano”, informou o ministério, através de assessoria.

As Escolas Técnicas de Ensino Médio não contaram para a nota das redes estaduais

Até o ano de 2015, a avaliação do Ensino Médio no Saeb era feita por amostra: apenas algumas escolas de cada rede eram avaliadas para gerar sua nota média. Em 2017, no entanto, o sistema de avaliação mudou e ela passou a ser censitária a todas as escolas de Ensino Médio do Brasil, desde que tenha pelo menos 10 alunos matriculados na série avaliada, e desde que 80% dos alunos matriculados tenham feito as provas, de acordo com nota técnica do Inep.

Quando os resultados das redes foram divulgados, iniciou-se a defesa de que alguns estados, principalmente do Nordeste, foram prejudicados porque suas escolas de Ensino Médio Integrado não haviam sido consideradas no cálculo das notas estaduais.

Os governadores de cinco estados do Nordeste (Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Piauí) escreveram uma carta aberta ao Inep em que questionam os critérios de definição de quais escolas foram escolhidas para o cálculo das médias estaduais no Saeb 2017. Eles consideram que a modalidade do Ensino Integrado (ou Técnico, ou Profissional, de acordo com a rede) "responde por mais de 15% da matrícula de toda a rede, representando milhares de estudantes que, sim?, participaram do Saeb em suas respectivas escolas, em 2017".

Para os governadores, a ausência desses alunos faz com que o indicador "não retrate a realidade, desconsiderando precisamente os efeitos positivos das recentes políticas estaduais de oferta do Ensino Médio Integrado à Educação Profissional, as quais têm precisamente o objetivo de superar a crise constituindo-se em legítima estratégia para melhorar os índices de aprendizagem”.

Em nota de resposta, o Inep esclarece que “tanto a série histórica do Saeb, desde 1995, quanto a do Ideb, a partir de 2007, jamais consideraram os resultados do ensino técnico. Portanto, incluir estes dados nos resultados do Saeb e do Ideb 2017 os tornaria incomparáveis com as edições anteriores, quebrando assim a série histórica”.

Ainda segundo o instituto, os alunos de Ensino Médio Integrado representam apenas 4,9% da população dos estudantes de Ensino Médio. “Para efeitos de comparabilidade, só foram considerados os desempenhos dos alunos do Ensino Médio tradicional, que representam 95,10% dos alunos brasileiros no Ensino Médio. [...] Além disso, essa modalidade ainda não é oferecida nas redes de todos os estados”, disse o Inep através de assessoria.

Por fim, a nota técnica divulgada em 29 de agosto de 2018 (a qual é questionada pelos governadores por trazer os critérios de divulgação dos resultados depois que eles já haviam sido divulgados) indica que as escolas técnicas de nível médio teriam suas notas integradas à média municipal da etapa do Ensino Médio.

Ernesto Faria, do Iede, afirma que é necessário olhar para a série histórica da avaliação. “O movimento de ter várias escolas técnicas no Ensino Médio é recente. Talvez essas escolas técnicas tenham um perfil diferenciado. Como eles buscam algo representativo do Brasil e têm um plano amostral (ou seja, não podem de uma edição para a outra passar a considerar todas as escolas, porque isso atrapalharia a análise da trajetória), talvez não queiram sortear para um estado uma escola técnica e para outro estado, não”.

Segundo o economista, a justificativa do Inep é de que essas escolas são 2% das instituições de Ensino Médio do Brasil. “Mas é lógico que temos um desafio: se está havendo um movimento, haverá um momento em que você vai ter que fazer uma mudança nessa metodologia, senão pode prejudicar os estados que podem estar aderindo a boas iniciativas”, defende. De acordo com a assessoria, o Inep estuda iniciar uma nova série histórica “para contemplar a diversificação curricular que se espera do Ensino Médio com a implantação da reforma e da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Ensino Médio”.
https://novaescola.org.br/conteudo/12555/por-que-os-resultados-do-saeb-estao-sendo-questionados


quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Professores participam de assembleia em Picos para definirem retorno às aulas

Por Daniela Meneses - 22/08/2018
Aconteceu na manhã desta quarta-feira (22) uma assembleia no Sinte Regional de Picos (Sindicato dos Trabalhadores da Educação Básica) que reuniu professores da Rede Estadual de Ensino de cidades da região, cujo objetivo foi tratar sobre o fim da greve determinado pelo desembargador Joaquim Santana.
A diretora do sindicato em Picos, Gisele Dantas, falou da vitória da categoria e sobre o fim do movimento, ela disse que a luta foi concluída com dignidade.
“Como nós tivemos essa decisão, nós temos que nos organizar para o retorno às aulas para discutir, porque existem diferentes opiniões. E no movimento grevista nós temos que ter a capacidade, o discernimento, sabedoria para saber a hora de avançar e a hora de recuar, então é isso que nós estamos discutindo e também analisando todo esse movimento, foi uma caminhada árdua, que nós tivemos muita dificuldade […] que nós tivemos que lutar contra o poder e contra alguns colegas”, pontuou.
Gisele Dantas falou ainda sobre o retorno e a reposição das aulas. Segundo ela, os profissionais cumprirão toda a carga horária necessária para concluir o ano letivo. Cada escola irá se organizar para fechar o calendário escolar de acordo com a data de adesão à greve.
A professora da Unidade Escolar Araújo Luz, Ana Maria Batista, destacou que a vitória dos professores é o resultado da resistência e da luta da categoria.
Itamar Dos Anjos leciona no município de Aroeiras do Itaim falou sobre a importância do trabalho do professor e a desvalorização por parte do governo, já que para conseguir um reajuste garantido por lei, foi necessário mais de dois meses de luta.
https://grandepicos.com.br/?p=22475

sexta-feira, 13 de julho de 2018

CNTE REJEITA PROJETO DE LEI QUE VISA CRIAR CARTEIRA DE IDENTIFICAÇÃO PARA OS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO

13 DE JULHO DE 2018 CAMILA SANTOS
Na condição de entidade representativa de mais de 4,5 milhões de trabalhadores em educação das escolas públicas de todo país, entre ativos e aposentados, efetivos e contratados a qualquer título, a CNTE requer a ampliação do debate parlamentar em torno do PL 1.988/2015, de autoria do deputado Jorginho Mello (PR/SC), que trata da criação de carteira de identificação para os profissionais da educação.
O artigo 2º do referido projeto dispõe o seguinte:
“Art. 2º Fica criada a carteira de identificação do profissional de educação, com fé pública e validade em todo o território nacional, da qual constarão as seguintes informações mínimas:
I – nome completo;
II – filiação;
III – data de nascimento;
IV – nacionalidade;
V – profissão;
VI – estado civil;
VII – número da carteira de identidade e do cadastro de pessoas físicas.
Parágrafo Único. A emissão do documento de que trata esta Lei será feita a expensas do solicitante em conformidade com o Regulamento a ser expedido pelo Poder Público”.
Em sua justificação, o Projeto diz ter por objetivo “a valorização dos profissionais de educação, proporcionando-lhes o mesmo tipo de tratamento dispensado a outras categorias, como advogados e administradores que já contam com documentos de identificação com fé pública e validade em todo o território nacional”.
As preocupações da CNTE se dão sobre os seguintes pontos do Projeto, além de outros:
1. A proposta remete para regulamento posterior o tema central que é a certificação e a expedição do documento de identificação dos profissionais da educação.
2. Onera os/as educadores/as com custos de expedição e, quiçá, com outros a serem introduzidos pelo “regulamento”.
3. Dá margem para a instituição de conselhos certificadores dos profissionais da educação de natureza jurídica privada, a exemplo dos Conselhos de Educação Física e de Pedagogos (este último em tramitação no Congresso), os quais oneram ainda mais os profissionais da educação.
4. Trata os servidores públicos inadvertidamente como profissionais liberais, induzindo seu credenciamento em órgãos de natureza privada que se constituem em verdadeiros “caça níqueis”.
5. Não identifica os profissionais da educação (professores, especialistas pedagogos e funcionários de escola, efetivos e contratos a qualquer título, ativos e aposentados), tampouco leva em conta a transitoriedade anual de educadores nas redes públicas em razão do alto índice de contratos temporários, podendo criar ou reforçar discriminações entre os profissionais.
O PL 1.988/15 já foi aprovado na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP) da Câmara dos Deputados e tramita em caráter conclusivo na Comissão de Constituição e Justiça. Porém, dada a importância e profundidade do tema, a CNTE requer a retirada do projeto da pauta da CCJ e o envio da matéria pela Mesa Diretora para apreciação prévia na Comissão de Educação, a fim de evitar vícios e omissões no processo legislativo.
Fonte: CNTE
http://www.sintepiaui.org.br/





sábado, 6 de janeiro de 2018

Poema Desejo de Victor Hugo

Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.

Desejo, pois, que não seja assim
Mas se for, saiba ser sem se desesperar
Desejo também que tenha amigos
Que mesmo maus e inconsequentes
Sejam corajosos e fiéis
E que pelo menos em um deles
Você possa confiar sem duvidar

E porque a vida é assim
Desejo ainda que você tenha inimigos
Nem muitos, nem poucos
Mas na medida exata para que
Algumas vezes você se interpele
A respeito de suas próprias certezas.
E que entre eles
Haja pelo menos um que seja justo

Desejo depois, que você seja útil
Mas não insubstituível
E que nos maus momentos
Quando não restar mais nada
Essa utilidade seja suficiente
Para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante
Não com os que erram pouco
Porque isso é fácil
Mas com os que erram muito e irremediavelmente
E que fazendo bom uso dessa tolerância
Você sirva de exemplo aos outros

Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais
E que sendo maduro
Não insista em rejuvenescer
E que sendo velho
Não se dedique ao desespero
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor

Desejo, por sinal, que você seja triste
Não o ano todo, mas apenas um dia
Mas que nesse dia
Descubra que o riso diário é bom
O riso habitual é insosso
E o riso constante é insano.

Desejo que você descubra
Com o máximo de urgência
Acima e a respeito de tudo
Que existem oprimidos, injustiçados e infelizes
E que estão bem à sua volta
Desejo ainda
Que você afague um gato, alimente um cuco
E ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque assim, você se sentirá bem por nada

Desejo também
Que você plante uma semente, por menor que seja
E acompanhe o seu crescimento
Para que você saiba
De quantas muitas vidas é feita uma árvore

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro
Porque é preciso ser prático
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele na sua frente e diga:
"Isso é meu"
Só para que fique bem claro
Quem é o dono de quem

Desejo também
Que nenhum de seus afetos morra
Por eles e por você
Mas que se morrer
Você possa chorar sem se lamentar
E sofrer sem se culpar

Desejo por fim
Que você sendo homem, tenha uma boa mulher
E que sendo mulher, tenha um bom homem
Que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes
E quando estiverem exaustos e sorridentes
Ainda haja amor pra recomeçar
E se tudo isso acontecer
Não tenho mais nada a lhe desejar
https://www.pensador.com/desejo_primeiro_que_voce_ame/


sábado, 30 de dezembro de 2017

Retrospectiva 2017: um ano para celebrar

2018 está chegando por aí Após 16 anos de intensa atuação – que nos permitiu chegar a quase todos os municípios brasileiros como referência no ensino da língua portuguesa – e frente aos desafios atuais, identificamos a necessidade de se repensar as ações que envolvem o Programa Escrevendo o Futuro e a Olimpíada de Língua Portuguesa. Por isso, aproveitaremos o ano de 2018 para ouvir professores, diretores de escolas, técnicos de secretarias de educação, especialistas de universidades, profissionais envolvidos com a formação de professores, entre outros parceiros do Programa, para juntos pensarmos novos arranjos e formatos do concurso, sem abrir mão da qualidade das nossas ações. Por isso, a próxima edição da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro, ou seja, o concurso de textos do Programa, previsto para o próximo ano, será realizado em 2019. Em 2018, ampliaremos as ações de formação, investindo na mobilização de territórios, escolas, educadores e estudantes de todo o país, com o objetivo de qualificar o ensino da língua portuguesa. Novos cursos on-line serão lançados, encontros de formação presenciais e a distância serão realizados e trabalharemos os diversos recursos didáticos existentes no Portal Escrevendo o Futuro, como, por exemplo, os Percursos Formativos, que no próximo ano contarão com novas ferramentas interativas. Em breve, divulgaremos as novidades que vem por aí. Desejamos boas festas e um feliz 2018! https://www.escrevendoofuturo.org.br/conteudo/noticias/sobre-o-programa/artigo/2462/retrospectiva-2017-um-ano-para-celebrar

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

SAEPI 2017 TEM APLICAÇÃO DE TESTES EM NOVEMBRO

1 de novembro de 2017 O Sistema de Avaliação Educacional do Piauí (SAEPI), realizado pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc) em parceria com o Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (CAEd/UFJF) chega à sétima edição com a aplicação de testes de proficiência, no dia 29 de novembro, para estudantes da rede estadual. O SAEPI 2017 vai avaliar, em língua portuguesa e matemática, 136 mil estudantes do 6º e 9º anos do ensino fundamental e da 1ª, 2ª e 3ª séries do ensino médio de 581 escolas de 224 municípios piauienses. Implantado no Piauí em 2011, O SAEPI é um instrumento de precisão que auxilia no diagnóstico da qualidade da educação ofertada pelo estado, fornecendo subsídios para a implementação de estratégias pedagógicas com o objetivo de sanar dificuldades de aprendizagem detectadas. Os resultados do desempenho dos estudantes no SAEPI 2017 também serão usados para o cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação do Piauí (Idepi) e para a elaboração e sistematização do Plano de Metas 2018/2021. http://www.saepi.caedufjf.net/saepi-2017-tem-aplicacao-de-testes-em-novembro/